ONU apresenta novo texto para Conferência Durban+8

19/03/2009 at 6:54 pm Deixe um comentário

O debate sobre Durban+8 entre o Governo brasileiro e a sociedade civil terá prosseguimento no próximo dia 26 de março (quinta-feira), das 10h às 18h, no Palácio do Itamaraty.

Fonte: Seppir
http://www.planalto.gov.br/seppir/informativos/destaque.htm

Um novo projeto de texto para a Conferência das Nações Unidas sobre Racismo, também conhecida como Durban+8, foi apresentado na última terça-feira (17/03) em Genebra, na Suíça, pelo embaixador russo Yuru Boychenko, presidente do comitê de redação da Conferência. O novo texto, de 17 páginas, é mais curto que o anterior e não contêm os pontos polêmicos que haviam levado EUA, Israel, Canadá e Itália a anunciar que não participariam do encontro.

O objetivo da conferência Durban+8 é aperfeiçoar e consolidar a Declaração Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância, criada durante a primeira Conferência, realizada em 2001 na cidade de Durban, na África do Sul.

Brasil: Governo e Sociedade Civil debatem estratégia – A SEPPIR e o Ministério das Relações Exteriores promoveram na última sexta-feira (13/03) uma reunião preparatória do Governo brasileiro para a Conferência Mundial das Nações Unidas de Revisão de Durban. Entre os objetivos do encontro está a definição de estratégias para a atuação do Governo brasileiro e o mapeamento da participação da sociedade civil na Conferência Mundial. Também foram apresentadas informações sobre a Conferência e seus eventos paralelos. A reunião contou com a participação do Comitê Brasileiro da Sociedade Civil – criado em junho do ano passado em São Paulo – de outros ministérios e de representantes das agências da ONU.

Na abertura do evento, o embaixador Lindgreen Alves, integrante do Comitê pela Erradicação de Todas as Formas de Discriminação (CERD), argumentou que o Brasil terá que atuar de forma muito firme e articulada em Genebra para evitar retrocessos em relação às determinações de Durban. Segundo o embaixador, os riscos neste sentido foram ampliados com o boicote já anunciados de países como Estados Unidos, Itália, Canadá e Israel, além da islamofobia crescente desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Desta forma, ele defendeu que a delegação brasileira deva ser fortalecida muito mais no aspecto qualitativo do que no quantitativo.

Também presente, o ministro Edson Santos pediu aos participantes que mantenham o foco na realidade da América Latina. Para ele, a estratégia adequada seria propor um “enxugamento” do Plano de Ação de Durban, preservando seu espírito, mas tornando-o mais objetivo e pragmático.

O debate sobre Durban+8 entre o Governo brasileiro e a sociedade civil terá prosseguimento no próximo dia 26 de março (quinta-feira), das 10h às 18h, no Palácio do Itamaraty.

Participaram, entre outros, representantes do Fundo de População das  Nações Unidas; da UNICEF; da UNESCO; da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM), da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação; da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial do Rio Grande do Norte; da Secretaria Municipal da Reparação de Salvador (BA); do Grupo Especial para Acompanhamento de Durban da Prefeitura Municipal de Guarulhos (SP); do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA); do Centro de Referência Negra Lélia Gonzáles (GO); da organização Mulheres Negras, do Instituto Intertribal (ITC); do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (CONAMI); da Central Única dos Trabalhadores (CUT); do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT); da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN); da Rede de Apoio Juventude Negra (RENAJUN); da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); do Centro de Articulações de Populações Marginalizadas (CEAP); da Comunidade Bahái; da Campanha Latinoamericana de Direito à Educação; da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher; da organização CRIOLA; da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO); do Instituto Pérola Negra; do Movimento Negro Unificado (MNU); da Comunidade Ango-congalesa no Brasil (CACB); do Coletivo de Entidades Negras (CEN); do Fórum Nacional de Mulheres Negras; da organização Fala Preta; do Instituto de Mulheres Negras; e do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB).

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