Entidades da América Latina e Caribe repudiam tentativa de boicote a Conferência de Revisão

19/04/2009 at 10:24 am Deixe um comentário

Leia texto em espanhol

Organizações da sociedade civil e redes da América Latina e Caribe preparam um documento em repúdio às tentativas de boicote e enfraquecimento da Conferência de Revisão de Durban, marcada para esta semana, na sede das Nações Unidas (ONU), em Genebra. As entidades criticam a retirada de alguns países do encontro e a redução dos debates às questões árabes e israelenses. Neste domingo (19), a Holanda declarou sua ausência na Conferência de Revisão, unindo-se a países como Austrália, Estados Unidos, Canadá, Itália e Israel.

“Condenamos estas atitudes, que para nós também são expressões modernas de racismo, uma vez que excluem do debate temas como reparação para a população afrodescendente, combate à discriminação contra as mulheres e respeito à orientação sexual”, afirma a coordenadora da Rede de Mulheres Afro Latino-Americanas, Caribenha e da Diáspora, Dorothea Wilson.

Representantes da União Européia no comitê preparatório da conferência estão reunidos em Genebra para discutir a garantia do encontro e a permanência de outros países europeus na reunião. O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU mobilizou a chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, para solicitar a continuidade do país nas discussões marcadas para esta semana. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também foi contactado com o mesmo objetivo pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

Há ainda uma preocupação das representações diplomáticas em garantir que, no discurso marcado para esta segunda-feira (20), o presidente do Irã não volte a polemizar sobre o Estado de Israel e o holocausto. As discordâncias entre Irã, países europeus e Israel ficaram no centro dos debates na última semana, durante a reunião do comitê preparatório da conferência. Mudanças no texto base da conferência permitiram, no entanto, que um documento de consenso fosse aprovado na sexta-feira (17).

Para a organização internacional Human Rights Watch, a redação do texto final possibilitou que abordagens imprecisas sobre a questão religiosa e o Oriente Médio fossem retiradas. “As negociações mostraram que a comunidade internacional está unida para que a Conferência de Revisão de Durban chegue a uma agenda positiva de combate ao racismo”, destaca a diretora do escritório da Humans Rights Watch em Genebra, Juliette de Rivero.

“Se os Estados Unidos falharem em sua participação, irão desapontar muitos do que investiram esperança no compromisso da administração Obama no engajamento pela proteção dos direitos humanos”, complementa Rivero.

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Sociedade civil da América Latina e Caribe seguirá em busca de avanços na Conferência de Revisão Países da Europa e EUA recusam luta contra racismo

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