Especialistas querem assegurar visibilidade de dados sobre afrodescendentes no censo

25/06/2009 at 2:19 pm Deixe um comentário

Governo Brasileiro e Nações Unidas realizaram esta semana seminário para discutir a falta de dados referentes aos censos demográficos de raça e etnia de afrodescendentes e indígenas. O evento aconteceu em Brasília, nesta terça e quarta-feira (23 e 24 de junho).

O Seminário Internacional Dados Desagregados por Raça e Etnia da População Afrodescendente das Américas levantou discussões sobre como assegurar a visibilidade de dados estatísticos de afrodescendentes na região das Américas. Dos 19 países latinoamericanos, apenas nove possuem base de dados sobre afrodescendentes. A realidade não é diferente com os povos indígenas.

A Oficial do Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas do Brasil, Fernanda Lopes, ressalta a importância dos dados demográficos para a criação de políticas públicas. No Brasil, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é quem realiza a pesquisa anual.

“No censo nós vamos saber quantos nós somos, tanto indígenas como negros. E a partir daí definir quais são as prioridades para cada segmento. É isso que orienta a tomada de decisão, a definição de orçamento, a formação dos profissionais para responder adequadamente às necessidades e à organização dos serviços para garantir que as prioridades sejam efetivamente contempladas”, destaca Fernanda Lopes.

No censo demográfico do IBGE, na categoria raça etnia, constam as opções branco, preto, pardo, amarelo e indígena. Cada pessoa se auto-identifica na pesquisa. No entanto, nem sempre a declaração está de acordo com a realidade.

Na opinião do analista do IBGE, José Luis Petruccelli, os dados fornecidos pelo instituto tem servido de auxílio para a identificação dos problemas sociais. “Muita coisa tem sido feita com os dados que a gente dispõe. A desigualdade sócio-econômica por grupos racial faz mais de 20 anos que vem sendo mostradas e denunciadas para as pessoas como as condições de vida, educação, trabalho, assistência médica, são tão desiguais entre os grupos raciais.”

Reportagem Karina Cardoso, da Rádio Nacional da Amazônia

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