Afrohondurenhos condenam golpe de Estado e reivindicam participação política

21/07/2009 at 9:18 pm Deixe um comentário

Por Blog Avaliação Durban

As organizações e comunidades afrohondurenhas têm atuado em âmbito nacional e internacional para denunciar o golpe de Estado ocorrido no final de junho e reivindicar participação no projeto de reconstrução política e econômica de Honduras.

Os afrodescendentes representam cerca de 10% da população do país, concentrados nos departamentos do Litoral Atlântico e vivendo em situação de extrema vulnerabilidade.

Em declaração divulgada pela Organização de Desenvolvimento Étnico Comunitário (confira aqui), as comunidades afrohondurenhas afirmam que a população negra está entre os grupos mais afetados pelo agravamento da situação econômica e política, “provocado pela classe dominante de Honduras”.

“Recomendamos que bairros e comunidades se organizem para garantir o cultivo de alimentos, além da assistência mútua e solidária”, alertam as lideranças afrohondurenhas. “Devem ser garantidas as terras e os territórios das comunidades Garifunas de Honduras, respeitando os títulos definitivos de propriedade e o apoio aos projetos que geram oportunidade de desenvolvimento pessoal e coletivo.”

golpe asamblea2

As organizações e comunidades afrohondurenhas condenaram o golpe de Estado e a violação de leis vigentes de cidadania e liberdade de expressão. Os afrodescendentes se declararam contrários à intromissão de outros governos nos assuntos internos e apelaram pelo respeito ao princípio da autodeterminação dos povos.

Eles também reinvidicaram reformas profundas nas leis eleitorias e nas organizações políticas que possam contemplar a participação proporcional e representativa dos povos afrohondurenhos e indígenas em diferentes poderes do Estado e nos próprios partidos políticos.

“Queremos garantir a participação de nossas comunidades e organizações afrohondurenhas neste grande diálogo nacional, assim como na criação de um observatório de monitoramento dos grandes acordos que devem surgir a partir deste diálogo. Esperamos chegar a um plano nacional orientado a corregir as inequidades persistentes para fortalecer a identidade nacional e a democracia”, defenderam as comunidades, em declaração pública.

“A paz e a democracia não serão uma realidade enquanto houver fome, desemprego, injustiça, galopante corrupção, enquanto não forem realizadas as profundas reformas políticas e econômicas para fazer possível a educação, a saúde e o bem-estar de todo o povo hondurenho. Se a classe política e econômica dominante não entender esta realidade, será impossível consolidar a paz e a democracia.”

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